E foi ali, na sala de espera do atendimento psicológico da cadeia, que Lúcia conheceu Ele: seu futuro marido, também condenado por sete anos de prisão. Casou-se um mês depois, ainda estando presa, mesmo com todo o concreto que dividia suas celas. Desde então, passou a receber correspondências profanas re-li-gi-o-sa-men-te em todo santo domingo. Ele, que por ser surdo-mudo inventou um crime qualquer pra se defender da violência que é viver.
1 comentários:
Bom texto, prende a atenção do início ao fim.
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