segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Das pequenas mentiras que inventamos pra viver

E foi ali, na sala de espera do atendimento psicológico da cadeia, que Lúcia conheceu Ele: seu futuro marido, também condenado por sete anos de prisão. Casou-se um mês depois, ainda estando presa, mesmo com todo o concreto que dividia suas celas. Desde então, passou a receber correspondências profanas re-li-gi-o-sa-men-te em todo santo domingo. Ele, que por ser surdo-mudo inventou um crime qualquer pra se defender da violência que é viver.

1 comentários:

Glauber Vieira disse...

Bom texto, prende a atenção do início ao fim.